quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um dia após o outro



Como temos pouco tempo! Temos muito e ao mesmo tempo pouco. Para morrer basta estar vivo. Que frase mais clichê!
Eu observei isso a pouco. Uma garota de 14 anos, que estudava no colégio ao lado do meu, morreu de repente de sopro no coração quando praticava educação física. Um garoto de 11 anos, enquanto fazia um trabalho do colégio na biblioteca da minha escola, teve o chamado "mal súbito" e não morreu por pouco.
Eu não temo a minha morte, mas temo a morte dos que eu amo. Como é difícil lidar com a separação! Principalmente quando se estabelece a idéia de "nao além vida".

É impressioante também como nós jovens amadurecemos tanto em pouco tempo. Um ano para mim faz uma diferença enorme. Sinto-me com outra perspectiva, o que era certo pode tornar-se errado passando pouco tempo.
O que me faz retomar o fato de que não há verdades absolutas, estamos em constante mudança de opinião e de atos.
Pensando por esse lado, nem quero me apegar a qualquer perspectiva. Se alguma idéia se tornar verdadeira para mim, ela simplesmente permanecerá. Caso o contrário, não tenho medo de virar ao avesso.

"O que fazemos nunca é compreendido, mas é só elogiado ou condenado" Nietzsche

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