
Ah sim...é bom se lembrar disso antes de fazer qualquer loucura.
Céus, quantas coisas quis fazer, quantas coisas eram como minha vida, e então não resta mais nada...
Nada é para sempre... nem o mais intenso sentimento, nem aquelas promessas. Nem aquelas promessas que fazemos a nós mesmos serão compridas. E eu sinto, e às vezes apenas não queria sentir, um temor por qualquer um. Não acredito em ninguém, não consigo, ninguém mais é digno de confiança.
A confiança... sentimento tão límpido e agradável. Apenas que...a dor da decepção, daquele em quem acreditávamos, quando com uma apunhalada quebram qualquer confiança, causam a nós um sentimento muito mais intenso. Porque a dor é sempre mais intensa que a felicidade. Muitas vezes nem sentimos a felicidade, mas sentimos muito a dor.
Algo que eu senti na pele, é que anos de alegria não valem poucos dias de intensa tristeza, ou no mínimo se igualam.
Quando não possuimos uma dor maior, tratamos de arranjar pequenas dorzinhas, e fazemos delas um grande monstro. Ou seja, estamos em constante sofrimento.
Ah sim, quanto pessimismo! Talvez sejam as minhas leituras, ou o momento, não sei.
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